sábado, 7 de agosto de 2010

Dá medo...

Das incertezas do dia seguinte
Do viver sem sentido, sem razão
Da monotonia das noites vazias.
Sem esperança ou motivação


Dá medo...


De perder as palavras totalmente
E romantismos nelas não mais haver
Dos pensamentos não te alcançarem
E dos meu olhos, você esquecer

Dá medo...


De não achar refugiu nas tempestades
E nas revoltas ondas do mar dolente
Sofrer a angustia toper de perceber
O frio cortante de seu olhar ausente


Dá medo...


De sufocado e envolvido pela culpa
O amor ser varrido totalmente
E nossos sonhos serem todos banidos
E levados de nós pelo vento quente


Dá medo...


De nossas almas fadadas ao exilio
Em cem mil dias de solidão
De lagrimas vertidas inutilmente
De sentir frio e vazio o coração


Dá medo...


De no limiar de minha vida, concluir
Que o anoitecer esperado foi esquecido
Que a porta sempre aberta não existiu
De nas tuas madrugadas eu nunca ter existido!


Dá medo sim!
Gloria Salles

Nenhum comentário:

Postar um comentário